Quem somos
Realizamos pesquisas integrativas e colaborativas com pesquisadores de diferentes instituições do Brasil e do mundo, com o objetivo de entender como os padrões biogeográficos podem ser explicados a partir da evolução da paisagem, e como a diversidade é afetada pelas mudanças climáticas e pelas ações antrópicas. Para isso, utilizamos sequenciamento genômico de aves, análise de espécimes depositados em coleções zoológicas, bioacústica e modelagem de distribuição. Também desenvolvemos projetos sobre ecologia de comunidades de aves, fragmentação florestal, dieta, etno-ornitologia e coevolução entre aves e hemoparasitas. Nosso laboratório está situado no centro da Caatinga. Veja onde estamos.
Últimas notícias
Impactos dos parques eólicos sobre comunidades de aves de rapina na Caatinga

Dissertação de mestrado de Josefa Inayara Silva (artigo em revisão) - As comunidades de aves de rapina em parques eólicos ou em habitats com vegetação degradada representam um subconjunto das espécies encontradas em áreas sem parques eólicos e com vegetação natural mais preservada. A riqueza e a abundância de espécies de aves de rapina são reduzidas em parques eólicos e em habitats degradados. Aves de rapina grandes ou especializadas são as mais negativamente afetadas por esses parques eólicos e pela degradação do habitat.
Hemoparasitas de Aves em Florestas Serranas da Caatinga

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Geovana S. Sandes, realizado em parceria com o Laboratório de Malária da UFMG e o Museu de Zoologia da USP. Entre os achados mais relevantes, destaca-se o primeiro registro oficial no Brasil do parasito Leucocytozoon sp., identificado em um indivíduo da espécie Elaenia chilensis. Esse mesmo indivíduo apresentou ainda uma coinfecção — ou seja, estava infectado por mais de um tipo de parasita simultaneamente —, um evento raro. Também foi identificada uma alta prevalência de hemosporídeos no município de Pesqueira (PE), onde sete indivíduos da espécie Arremon taciturnus estavam infectados.
Primeiro registro de Xenops tenuirostris no Centro de Endemismo Belém

Durante nossa expedição ornitológica ao baixo Rio Tocantins, fizemos o primeiro registro documentado do bico-virado-fino (Xenops tenuirostris) no Centro de Endemismo Belém, sudeste da Amazônia brasileira, município de Mocajuba, margem direita do baixo rio Tocantins, no estado do Pará, em abril de 2024. Além deste registro documentado, modelamos a distribuição potencial da espécie para entender melhor os atuais limites de distribuição e como eles podem ser influenciados pelas mudanças climáticas e pelo desmatamento em um futuro próximo. Os modelos indicam que as áreas potenciais para ocorrência da espécie estão concentradas no arco do desmatamento e sugerem que nos próximos trinta e seis anos X. tenuirostris poderá diminuir sua área de distribuição o que pode aumentar a taxa de endogamia e perda de diversidade genética. Veja artigo original.
Nova espécie endêmica e ameaçada descoberta em Rondônia
Uma nova espécie de guarda-florestas (Thamnophilidae: Hylophylax) endêmica do sul da Amazônia brasileira descoberta por Thiago V. V. Costa e Alexandre M. Fernandes (em processo de descrição). A nova espécie apresenta diferenças morfológicas, vocais, genéticas e ocorre parapatricamente em relação aos demais táxons do complexo H. naevius, estando restrita às matas de terra firme a leste do alto rio Madeira e sudoeste do rio Machado (Jiparaná). O desmatamento em larga escala que caracteriza a área de ocorrência da espécie indica que a espécie já possa estar ameaçada de extinção e que as matas de Rondônia precisam de ações urgentes e efetivas de conservação.
Especiação de aves em ambientes abertos na América do Sul
Neste estudo, investigamos a biogeografia histórica do bacurauzinho, ave noturna que habita regiões secas da América do Sul, como Cerrado, Caatinga, Pantanal e campos naturais da Amazônia. Utilizamos modelagem ecológica, bioacústica e sequenciamento genômico.Os resultados mostram que, na Amazônia, a espécie ocorre apenas em campinas de areia branca, enquanto fora dela é generalista. Populações amazônicas e não amazônicas diferem em canto, plumagem e DNA, indicando espécies distintas. O bacurauzinho fora da Amazônia pode se beneficiar de mudanças climáticas e desmatamento, mas a espécie das campinas tende à redução populacional e possíveis extinções locais, assim como outras aves endêmicas desse habitat. As diferenças observadas apoiam a Regra de Gloger e a hipótese de adaptação acústica.Veja artigo original.
Biogeografia de aves dos enclaves de florestas úmidas na Caatinga: evolução, relações hospedeiro-parasita, e as conexões pretéritas entre Mata Atlântica e Amazônia
O objetivo geral do estudo é investigar comparativamente a dinâmica de transmissão de hemosporídeos aviários e as relações coevolutivas entre estes parasitos e as aves co-distribuídas na Amazônica, Mata Atlântica e nas matas úmidas do interior do Nordeste do Brasil.


