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Neotropica OrnitoLab – UFRPE

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Quem somos

Realizamos pesquisa integrativa e colaborativa com ornitólogos de diferentes instituições do Brasil e do mundo visando entender como os padrões biogeográficos podem ser explicados a partir da evolução da paisagem e como a diversidade é afetada pelas mudanças climáticas e ações antrópicas. Para isso usamos sequenciamento genômico de aves, análise de espécimens depositados em coleções zoológicas, bioacústica e modelagem de distribuiçao. Desenvolvemos também projetos de ecologia de comunidades de aves, fragmentaçao florestal, dieta, etno-ornitologia e co-evolução entre aves e hemoparasitas.

News

Nova espécie endêmica e ameaçada descoberta em Rondônia

Uma nova espécie de guarda-florestas (Thamnophilidae: Hylophylax) endêmica do sul da Amazônia brasileira descoberta por Thiago V. V. Costa e Alexandre M. Fernandes (em processo de descrição). A nova espécie apresenta diferenças morfológicas, vocais, genéticas e ocorre parapatricamente em relação aos demais táxons do complexo H. naevius, estando restrita às matas de terra firme a leste do alto rio Madeira e sudoeste do rio Machado (Jiparaná). O desmatamento em larga escala que caracteriza a área de ocorrência da espécie indica que a espécie já possa estar ameaçada de extinção e que as matas de Rondônia precisam de ações urgentes e efetivas de conservação.

Especiação de aves em ambientes abertos na América do Sul

Nesse estudo, investigamos detalhes sobre a origem e a distribuição geográfica do bacurauzinho, uma espécie de ave com hábitos noturnos que ocorre em regiões secas em diferentes localidades na América do Sul, como o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal e os campos naturais da Amazônia. Utilizamos métodos bem atuais para compreender a história biogeográfica dessa ave como a modelagem ecológica, bioacústica e o sequenciamento genômico. Assim esta sendo possível compreender a origem do bacurauzinho e em quais locais e tipos de ambientes a espécie viveu no passado, quando o clima era mais frio e seco e fazer previsões para o futuro num cenário de mudanças climáticas. Nossos dados demonstram que na Amazônia o bacurauzinho é restrito à ambientes abertos de areia branca conhecidas como campinas, já fora da Amazônia são generalistas e ocorrem em diferentes tipos de ambientes. Populações de dentro e fora da Amazônia diferem também em canto, plumagem e DNA o que sugere que são espécies distintas. Nossos dados demonstram que o bacurauzinho fora da Amazônia pode ser beneficiado com alterações de clima podendo ocupar regiões desmatadas, porém a espécie das campinas terá redução populacional e extinções locais, o que também pode ocorrer com outras aves endêmicas das Campinas Amazônica. As diferenças em coloração de plumagem e vocais são consistentes com a regra de Gloger e a hipótese de adaptação acústica, respectivamente.

Biogeografia de Aves dos Brejos de Altitude do Nordeste

Nossos dados de modelagem de distribuição e filogeografia das espécies Pachyramphus marginatus, Attila spadiceus, Chiroxiphia pareola, Xenops minutus, Xiphorhynchus guttatus e Glaucis hirsutus fortalece evidências de antigo contato entre a Mata Atlântica e Amazônia por uma importante rota de dispersão entre o sudeste da Mata Atlântica e sudoeste da Amazônia.

Palestras

2020_10/23 – Glaucia Del Rio – Ghosts of Species Past: mitonuclear incompatibilities in the Rhegmatorhina hybrid zone

2020_10/02 – Leonardo Esteves Lopes – Ecologia Comportamental do Bigodinho (Sporophila lineola)

2020_09/25 – Carina Moura – DNA barcoding e metabarcoding